Os Dois Mundos de Isabel

A saga da menina que nasceu no Sertão Mineiro, em 1924, e com apenas 9 anos passou a ver e ouvir coisas que ninguém compreendia

Nascida no interior de Minas Gerais, em 1924, Isabel Salomão de Campos é da primeira geração de brasileiros de uma família de imigrantes libaneses. Criada na simplicidade da fazenda, desde pequena a menina mostrou ser diferente. Aos 9 anos via e ouvia coisas que não conseguia explicar, benzia pessoas sem acesso a remédios e a cuidados médicos, e, aos 14, conseguiu sozinha a autorização do prefeito de sua cidade para criar uma escola para os filhos dos colonos. A professora seria ela própria. Foi no início da vida adulta que Isabel teve um entendimento mais amplo da sua vocação. Quando descobriu que as tais “coisas” que via desde a infância eram espíritos se comunicando com ela, fazendo-a ter medo de ser considerada perturbada pela sociedade e despachada no “trem de doido”, Isabel deu início a um longo processo de aprendizado no espiritismo. Sua vida foi entremeada ainda pelos desafios do casamento e da criação dos filhos, além da luta contra o preconceito religioso e contra a invisibilidade imposta às mulheres. Obstinada, fundou a Casa do Caminho, um centro não só para celebração da sua fé, mas que também realiza um extenso trabalho voltado a crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social. Jornalista investigativa premiada, conhecida por dar voz aos excluídos, Daniela Arbex remonta a história de Isabel e de muitos dos que foram influenciados por seu trabalho. Entre relatos de fé, cura e conforto espiritual ou de simples admiração por uma vida inteira dedicada ao outro, Os dois mundos de Isabel é uma biografia que dialoga com muitas histórias brasileiras. Com prefácio de Caco Barcellos, o livro é, sobretudo, uma narrativa de coragem. Em tempos de violência e intolerância, falar sobre uma mulher que lutou com a única arma que tinha — o amor — é, no mínimo, revolucionário.

Trailer do Livro

Contato